Lidando com o novo – Quarentena / Pandemia

Lidando com o novo – Quarentena / Pandemia

Após a necessidade da quarentena causada pela pandemia do novo coronavírus (COVID-19), os sentimentos ficaram cada vez mais em evidência. Dentre os assuntos mais consultados na mídia e em obras científicas e literárias estão os sentimentos de ansiedade, as fobias, rejeições, entre outros distúrbios. Todos estamos nesta busca! Todos queremos ficar bem!

Daí, de repente termina o carnaval e você se propõe a modificar sua rotina e a ressignificar aspectos importantes da sua vida. É possível que seus planos incluíssem novos estudos, viagens, trabalho ou novas amizades. Subitamente um tsunami (coronavírus/ Covid-19), que parecia distante, pois iniciou do outro lado do mundo e parecia não ter nenhuma relação com você, inunda o Brasil.

Este tsunami trouxe, além da doença potencialmente mortal, fortes ondas de “fake news”. O combate aos efeitos perniciosos do vírus exige drásticas mudanças de comportamento. Em sua mente, por exemplo, você pensa: “Eu não gosto de mudanças! Eu tenho planos! Agendei meu casamento e até já paguei a lua de mel!”

Ops,  iniciam os calafrios e alguns de nós procuram protelar a necessidade de perscrutar nossos sentimentos e ações. Parada obrigatória!

Será que confundimos pensamentos com sentimentos? Penso que isso não tem nada a ver comigo, sou imune, no entanto meus sentimentos estão me deixando desconfiado e desconfortável.

As notícias na TV, nas redes sociais … Ah, meu Deus, cruz credo! Devido ao confinamento doméstico, eu vou ter que olhar pra isso e pensar de forma intrapessoal?

Não, eu não vou ter que me comunicar de forma interpessoal com aquela pessoa que reside no mesmo teto comigo!

Ahh, não!

Lá vem os julgamentos nesta confusão! Estamos ouvindo a verdade e os fatos ou deduzindo as ações do outro?

O que será que é fato e o que são julgamentos?
Ahh, que assunto chato, né? Ora bolas, quem não julga?

Poxa, mas dói pensar que se faz necessário o distanciamento social. Algumas pessoas são tão orais e comunicativas. Como assim, eu trabalho com o público? E agora ?

Puxa, lá no fundinho eu me sinto rejeitada, quando eu não tenho proximidade com meus amigos, minhas atividades físicas e as minhas festas. Que chato mesmo!

Uau, você se permitiu revisitar seus sentimentos e nomeá-los! Excelente! Excelente!

É, olhar para isso faz muito sentido. Sim, observar as minhas necessidades não atendidas é um grande esforço, ainda mais compreender o que está sendo comunicado pelo mundo.

Gente, é uma verdadeira batalha. É, sim, é muito doloroso separar o que é meu do que é do outro, por isso vamos refletir aqui neste vídeo.

O equilíbrio entre dar e receber exige clareza. É extremamente necessário ter clareza. Você imagina que buscar clareza é ser chato? Talvez, você ainda não tenha compreendido o quão delicioso é o momento da comunicação e da conexão com o outro.

De fato, é quase um  frenesi!

Que tal nomear seus sentimentos e oferecer a si mesmo a oportunidade de conhecer e perceber suas necessidades essenciais? E, com certeza, você se sentirá pleno para elaborar perguntas claras e ainda com intenções genuinamente positivas.

Em tempos de dificuldades, mudanças e reencontros com pessoas mais íntimas, a comunicação será seu roteiro mais difícil de escrever e encenar.

Eu tenho uma dica pra você:
Antes de mais nada acredite que ser objetivo e sem rodeios. E, não é ser ríspido, ok? Muito menos significa que você é um ser humano egoísta e egocêntrico. Tudo bem! São crenças, agradeça a seus pais. Por isso e que vamos ressignificar, ok?

Não há possibilidade que o outro adivinhe o que você deseja, ainda mais se você não consegue ter clareza para se expressar com compaixão.

Albert Einstein disse : “se vc não consegue explicar algo de modo simples é pq não entendeu bem a coisa”.

Vamos mudar nosso mindset. Aposto em você!

Se a pessoa não entendeu a sua fala, repense e diga de outra forma. Nada de usar coerção e ameaças. Pense que isso não é para sempre. É apenas uma fase da vida. “Temos” que aceitar isso. Aliás, você nem gosta de se lembrar de como foi educado. Seus pais fizeram o melhor que puderam, e tudo bem!

No momento, você precisa ficar em casa, trabalhar em casa e quer ser respeitado no seu lar, ok? Assim, eu cito a empatia como referência de auto respeito e respeito mútuo. Na verdade, empatia não quer dizer, simplesmente, se colocar no lugar do outro, não!

Revendo o conceito, podemos pensar que todo sentimento deve ser validado. É impossível saber o que outro sente, também não adianta dar conselhos. Ofereça uma escuta empática. Cada um tem uma bagagem, não precisa contar a sua história, porque isso não muda a dor do outro. Ouça o outro, você vai aprender bastante sobre si! Quando falamos, nos ouvimos!

Alimente-se, nesta fase de restrição, de novos aprendizados. O que está vivo em você? Se precisar chorar, se respeite. Todos têm lágrimas e isso diz muito sobre quem você é! Qual a sua necessidade e qual a estratégia que você irá empregar para remodelar seu cenário atual? Será que seremos as mesmas pessoas após o fim da guerra contra o coronavírus ?

Unir a ciência, gestão e solidariedade é oportunidade inédita. Por isso, eu convido você a permear-se com flexibilidade e com coragem utilizando a comunicação sem violência!

Acompanhe mais reflexões como esta em nosso programa semanal Prosa Criativa.

maegirafa

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